sexta-feira, 10 de junho de 2011

VOZES SILENCIOSAS – Torey Hayden

Sinopse

Torey Hayden é sobretudo conhecida por sustentar o argumento dos seus livros em casos verídicos, num registo de não-ficção que desafia os leitores a mergulharem num universo real. Em Vozes Silenciosas, a autora americana traz-nos um romance, o seu primeiro publicado em Portugal, sobre uma família disfuncional, uma criança diagnosticada como autista e os esforços de um psiquiatra para os ajudar. Quando Conor, de nove anos, chega ao consultório do pedopsiquiatra James Innes, traz já com ele o diagnóstico de autismo. Conor não estabelece contacto visual e filtra o que o rodeia através de um gato de brinquedo, repetindo a frase «o gato sabe». Mundialmente conhecida pelos seus bestsellersbaseados nas suas experiências profissionais, Torey Hayden apresenta agora um romance inesquecível sobre o que acontece quando a realidade e a imaginação se confundem.

Opinião

Desde já quero agradecer ao blog Clorofórmio do Espírito e á Editorial Presença, por esta oferta maravilhosa.

Ter ganho este livro no passatempo realizado no blog Clorofórmio do Espírito, possibilitou uma estreia com esta autora. De facto no meu percurso literário, nunca me cruzei com nenhum dos seus livros, mas depois desta leitura não ficarei certamente só por esta experiencia.

Durante uma semana fiquei completamente absorvida e envolvida nesta narrativa, repleta de muitos segredos e mistérios.

Inicialmente, pensava que a história se centrava somente em Conor, a criança aparentemente com autismo, a que a sinopse se refere. Contudo, por detrás desta criança, existe uma família que em muito contribuiu para que o seu destino assim fosse traçado. Principalmente a mãe, cuja imaginação ou não, me cativou por completo no decorrer desta narrativa. As suas histórias e testemunhos enriquecem este livro, são eles que sem dúvida contribuem para que se torne uma obra única e original. É uma personagem fundamental, mesmo no que refere ao final, que para mim foi surpreendente. Por mais que puxasse pela cabeça, não iria acertar num final assim tão intenso.

Em termos mais técnicos, acho que a obra está muito bem organizada, a escrita não poderia ser mais simples e fluida.

Recomendo sem dúvida.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

LONGE DO MEU CORAÇÃO – Júlio Magalhães

Sinopse

Joaquim não queria acreditar no que os seus olhos viam. Tinha saído a salto de Portugal, viajado apertado em camionetas de gado, andado quilómetros e quilómetros a pé, à chuva e à neve, quase tinha perdido a vida nos Pirenéus e agora estava ali. Na capital portuguesa em França. O sítio onde, todos lhe garantiam, podia enriquecer e concretizar os seus sonhos. Mas o que via era um bairro de lata. Sentia os pés enterrarem-se na lama. Olhava para as barracas miseráveis e para os fardos de palha que faziam as vezes de uma cama. Mas, Joaquim não estava disposto a baixar os braços. Em Longe do meu Coração retrata com mestria e realismo, o quotidiano dos portugueses que partiram em busca de uma vida melhor, sonhando um dia regressar ricos à terra que os viu partir pobres. Para Joaquim, Portugal estava longe. Era ali, em França, na terra que lhe dava de comer, que queria vingar, que prometia, à força do seu trabalho, derrubar fronteiras e preconceitos. O plano estava traçado. Iria abrir uma empresa de construção, com o seu amigo Albano, enriquecer e, depois de ter casa montada com carro com emblema no capô, estacionado à porta, iria pedir a mão da sua Françoise, a professora de Francês que lhe abriu o mundo das letras e do amor. Mas, cedo Joaquim vai descobrir que há barreiras difíceis de ultrapassar.

Opinião
Depois da minha má experiência com um dos livros da Fátima Lopes, foi a medo que peguei num novo livro escrito por uma figura pública.

A facilidade de edição e o impacto social que as obras escritas por estas figuras públicas têm, fazem-me duvidar das suas capacidades para a escrita. Foi exactamente isso que me aconteceu, na leitura de “Amar Depois de Amar-te”.

O que é certo, é que fiquei impressionada com este autor. Com a sua cultura, com a sua dedicação neste trabalho de pesquisa, baseado em testemunhos, inclusive fotográficos, que não só inspiraram como enriqueceram esta obra.

Explorando um tema marcante da história nacional…

“(…) um tema fundamental que, acredito, marcou o século, a cultura e o nosso povo para sempre: a emigração para França nos anos 60.”

,que pouco ou nenhum conhecimento tinha, e que tanto fiquei a conhecer.

Neste livro, Júlio Magalhães conta a história de Joaquim, um dos

“(…) milhares que saltaram a fronteira rumo a um futuro melhor. Para fugir a uma guerra colonial, sempre presente numa determinada geração de portugueses. À procura de trabalho, de comida, de uma oportunidade, de realizar um sonho numa terra distante, longe de Portugal.”

Uma história muito tocante e cheia de coragem, de um Homem que lutou pelo seu futuro longe da sua terra, ultrapassando obstáculos extremamente duros, perigosos e até fatais para alguns. Um puro instinto de sobrevivência, face ás dificuldades que se faziam sentir nessa época, sobretudo para ajudar a sua família.

Ao ler a descrição que este autor fez do país naquela época, provocou em mim uma sensação de déja vu, tal eram as semelhanças em relação ao estado actual.

Bem, passando á frente, senão tenho pano para mangas!!

Em relação á escrita é muito simples e fluida, lê-se extremamente bem. Posso dizer mesmo que li o livro num ápice. Sem dúvida que a história em si ajudou, mas a organização da narrativa e a escrita deste autor, tiveram um papel importante.

Conclusão, fiquei fã e já coloquei os seus dois primeiros livros na minha lista de desejos. Próximas compras: “Os Retornados” e “Um Amor em Tempos de Guerra”.

Recomendo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

MAGIA AO VENTO – Christine Feehan

Sinopse

A Sarah voltou para casa. Desde que Damon Wilder procurou refúgio em Sea Haven ouve-se o mesmo boato passar de boca em boca de quase todos os habitantes da pacata vila costeira. Até o vento parece murmurar o nome dela - um devaneio tão sugestivo que leva o curioso Damon até à casa da falésia de Sarah, onde procura o seu abrigo.

Mas Damon não chegou sozinho. Foi seguido por alguém até Sea Haven. Alguém que rodeia as sombras da casa Drake, onde Sarah esconde os seus próprios segredos. O perigo ameaça os dois - tal como o desejo mais premente que alguma vez sentiram - e está a apenas um sussurro de distância.

Opinião

Não conhecia, nem nunca tinha lido nada de Christine Feehan, foi estreia absoluta. Daí, não saber bem o que esperar desta leitura. Uma coisa sabia, que Christine Feehan é mestre na escrita de romances sobrenaturais, o que me deixou um pouco insegura. De facto, o sobrenatural nem de perto nem de longe, é o meu género literário preferido.

O que é certo é que gostei desta leitura, mas tenho de admitir que não me fascinou o suficiente.

A narrativa desenrola-se relativamente depressa, num sopro mesmo. Não deu tempo para que me envolvesse muito na história. Na minha opinião é uma história não muito mágica, mas mais do género policial. Existe sim algo mágico, mas sem dúvida, são os factos que sobressaem mais. Acho que este é o ponto menos positivo que encontrei neste livro, a rapidez com que se desenrola.

O que mais gostei foi o romance entre Sarah e Damon. Este romance que cresce e se fortalece, tendo como pano de fundo a vila de Sea Haven. Uma vila misteriosa, repleta de personagens interessantes.

Também gostei da história mística que envolve a família Drake, ou seja, a família de Sarah. A autora desenvolve este ponto de forma muito vaga, mas despertou na mesma em mim uma grande curiosidade.

O final, como devem compreender, soube a pouco. Gostava de ter lido mais, saber mais.

Quando cheguei às dez páginas finais pensei: Como é que a autora vai terminar esta história? Falta tão pouco para acabar o livro!! Das duas uma, ou vai haver uma reviravolta, mas não sei como a tão pouco do fim, ou então já estou a ver como vai acabar.

Pois, não foi muito emocionante, foi previsível.

Em relação á sua escrita, adorei, muito simples e bastante fluida.

Conclusão. Não sei se é como a autora escreve, se é da história em si, mas que existe algo no livro que nos “agarra”, existe.