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quarta-feira, 20 de julho de 2011

NUNCA TE ESQUECI – Michael Baron

Sinopse

Hugh Penders viveu num estado de apatia durante quase uma década, desde que o seu irmão Chase morreu num acidente de viação. Transporta no íntimo dois segredos que nunca foi capaz de partilhar com ninguém: acredita que poderia ter sido capaz de evitar o acidente e está profundamente apaixonado por Iris, a namorada de Chase.

Quando o pai de Hugh sofre um grave ataque cardíaco, Hugh tem de regressar à sua casa em Nova Inglaterra, de onde andara a fugir nos últimos dez anos. Um dia, encontra Iris - que se mudara havia muito tempo - na rua. Iniciam uma amizade e Hugh acredita que está a apaixonar-se novamente por ela.

Contudo, o fantasma de Chase paira sobre ambos. E, quando cada um deles revela uma verdade que o outro desconhecia, as suas vidas, a perspectiva que tinham de Chase, e as suas oportunidades de um futuro conjunto mudarão para sempre.

Imbuído da força do desejo e do impacte da perda, Nunca te Esqueci é uma narrativa comovente e romântica que emocionará profundamente o leitor.

Opinião

A editora Quinta Essência, surpreende-me cada vez mais. As obras que tem apresentado até agora, são dotadas não de uma quinta essência, mas de uma essência completamente única. Aquela que nos envolve profundamente e mexe connosco, tal como esta obra.

Li o primeiro livro de Michael Baron, “Ficarei à Tua Espera”. Um livro maravilhoso que me deixou encantada, mas após esta leitura, estou completamente rendida a este autor e á sua escrita.

São enumeras as particularidades que gosto neste autor, o facto de ser homem e escrever histórias de amor desta forma, é uma delas. Mas também me impressiona a forma como as escreveu, atrevo-me a dizer que mostra muito de si, é uma escrita muito pessoal, que tem o dom de nos aproximar e até nos fazer identificar com ela. É uma relação de proximidade única com a história!!

Michael Baron conta-nos a história de Hugh, uma personagem espectacular, sem dúvida a essência e o brilho original desta narrativa. Foi com o seu crescimento interior e a sua afirmação, que aprendi muito ao longo desta narrativa.

A morte repentina do seu irmão Chase foi um marco nesta história, mas o impacto que esta teve na vida de todos e principalmente na de Hugh, teve um peso ainda maior.

“Ouvi dizer que, por vezes, o desgosto serve para unir famílias, mas não tinha essa experiência. Nunca me senti tão desprendido na vida como nos meses que se seguiram ao acidente.”

De qualquer das formas, devido á doença do seu pai, Hugh foi “obrigado” a voltar a um cenário antigo, do qual efectivamente queria fugir. Mas esse cenário é uma mistura do passado com o futuro, porque é nele que residem muitas recordações, mas também é nele que Hugh vai descobrir muitas respostas. Respostas que mudam o rumo da sua vida!!

Principalmente quando encontra Iris, a antiga namorada do seu irmão. É nesta amizade que vai buscar força, mas é nesta amizade que também prevalecem grande parte das memórias do seu irmão.

“Penso nele constantemente, encontro recordações a toda a hora, tenho-o sempre em mente. Raramente me sai da cabeça.”

Qual será o futuro desta relação de amizade? Será impossível??

“Contudo, havíamos desenvolvido um presente tão significativo que o passado se tornara um pouco difuso.”

Não vou desvendar nada a respeito da relação deles, para não quebrar a magia. Só mesmo lendo…

Houve um sentimento que me tocou particularmente, o sentimento de culpa que Hugh carrega dentro de si. É difícil relacionar um acto inesperado, com a imagem de uma pessoa que nos é querida e da qual temos uma imagem perfeita, mas nem tudo o que é parece.

Em termos mais técnicos, trata-se de uma obra muito bem organizada. Dotada de uma escrita simples e fluida, típica deste autor.

Estou ansiosa por ler o seu novo romance, “The Journey Home”.

Recomendo.

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terça-feira, 5 de julho de 2011

ESTARÁS SEMPRE COMIGO – Anna McPartlin

Sinopse

Emma tem vinte e seis anos - bonita, inteligente, feliz e vive com o namorado de infância, John, num agradável apartamento em Dublin. O seu maior problema é a mãe não parar de insistir para que se casem já. Emma e John sentem-se o casal perfeito, com um futuro cheio de possibilidades. Mas, de repente, John morre num terrível acidente, e Emma mergulha no desespero. Amava-o mais do que à própria vida - e agora a morte tirou-lho.

À medida que emerge da dor, Emma tem de encontrar uma nova forma de viver, e os amigos leais unem-se para tentar ajudar. Clodagh, amiga de sempre de Emma, com quem ela partilhou tudo, desde bolos de lama a namoros desastrosos. Anne e Richard, mais ou menos bem casados e a debaterem uma mudança para o campo. O irmão de Emma, Noel, o jovem padre católico que vê a sua própria fé testada enquanto tenta confortar Emma. Seán, o belo mau rapaz das mil e uma namoradas, desconfortavelmente ciente da sua crescente ligação a Emma.

De forma espirituosa, mordaz e, às vezes simplesmente chocante, Emma documenta as histórias dos amigos e a sua própria recuperação da dor com uma franqueza que envolve o leitor desde a primeira página.

Opinião

Este livro era extremamente desejado, e foi com alguma sorte, que o ganhei numa das muitas iniciativas que a Quinta Essência realizou para os seus leitores.

Á Quinta Essência, um muito obrigada!!

Nunca tinha lido um livro que em tão poucas páginas, expressasse tantas emoções. A fazer esta opinião á flor da pele, é impossível nomear todas elas, mas posso dizer que com ele chorei, sofri, ri e sonhei.

O tema por ele explorado é para mim demasiado familiar, por isso foi de uma forma completamente incondicional que acabei por tanto me identificar com esta.

“A dor torna-nos quem somos, ensina-nos e doma-nos, pode destruir e pode salvar.”

Por ter esta vertente tão particular, acompanhei de perto a Emma num caminho que tanto me foi comum e desejei alcançar o maravilhoso desfecho da sua história. Um desfecho surpreendente que me deixou á beira das lágrimas. Porque, para além do contacto com uma realidade tão dura que é a morte, temos o prazer de presenciar o milagre da vida.

Achei fantástico, como esta autora nos apresenta um tema tão sensível, de forma tão profunda, mas igualmente divertida. É notório o positivismo transmitido, que reflecte sem dúvida a atitude que esta autora teve de adoptar perante a sua própria experiencia, para conseguir alcançar a “capacidade de sobrevivência necessária para superar os desgostos da vida.”

Perante uma história tão brilhante, custa-me referir pormenores mais técnicos, pois são neste caso totalmente secundários. Mesmo assim, abstraindo-me do transe que me encontrei no decorrer desta leitura, posso indicar que a escrita é fluida e que a estrutura desta obra está muito bem organizada.

Recomendo vivamente!!