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segunda-feira, 19 de julho de 2010

COMPAIXÃO - Jodi Picoult

Sinopse

O comandante da polícia de uma pequena cidade de Massachusetts, Cameron MacDonald, faz a detenção mais difícil da sua vida quando o seu primo Jamie lhe confessa ter matado a mulher, que sofria de uma doença terminal, por compaixão. Agora, um intenso julgamento por homicídio coloca a cidade em alvoroço e vem perturbar um casamento estável : Cameron, colaborando na acusação contra Jamie, vê-se, de repente, em confronto com a sua mulher, Allie - fascinada pela ideia de um homem amar tanto a mulher a ponto de lhe conceder todos os desejos, até mesmo o de acabar com a vida dela. E quando uma atracção inexplicável leva a uma traição chocante, Allie vê-se confrontada com as questões sentimentais mais difíceis: quando é que o amor ultrapassa os limites da obrigação moral? E o que é que significa amar verdadeiramente alguém?

Opinião

Já falei sobre esta escritora e na sua escrita particular que faz das suas obras grandes êxitos.

Este livro é sem dúvida mais um!

Quando o comprei, fiquei com a ideia que desta vez, Jodi Picoult debruçava-se sobre um tema especialmente polémico para a nossa sociedade, a Eutanásia. Sinceramente, depois de ler o livro, a sua essência não é esta ou a morte por compaixão.

A sua essência é uma pura reflexão sobre o amor.

O que é que significa amar verdadeiramente alguém!

Jodi Picoult conta-nos paralelamente duas histórias, a de Jamie e Maggie e de Cam e Allie.

Jamie matou Maggie, a sua esposa, na esperança de pôr fim ao sofrimento de uma morte lenta e dolorosa, provocada por uma doença terminal.

Para mim o que desenvolve esta narrativa não foi o que Jamie fez, mas o que o levou a fazer!

E é perante o episódio de traição de Cam, que esta escritora nos obriga a reflectir sobre isso.

Allie amava perdidamente Cam, da mesma forma que Jamie amava Maggie.

A única diferença reside na forma como agiram perante as pessoas que amavam.

Allie apesar de amar o marido, após saber da sua traição, não chorou, não se descontrolou, nem implorou para que Cam ficasse com ela. No fundo contrariou a atitude que ele esperava que ela tivesse.

Jamie, não fizera o mesmo...

Se tivesse contrariado o último desejo de Maggie, ainda a teria ao pé de si, nem que fosse por pouco tempo e mesmo não sendo a mulher que era. Só que durante todo aquele tempo acreditava que para obter a sua devoção teria de fazer tudo o que ela queria e foi o que fez.

Matou-a a seu pedido, cometendo um crime por simplesmente ter amado a sua mulher de mais.

Cada leitor tem uma opinião sobre este caso e interpreta-o de forma diferente.

Eu concordo com Jamie!

"Quando amamos realmente alguém, temos de recuperar essa pessoa."

Foi isso que não fez, mas aconselhou Allie a fazer. Será que ela seguiu o seu conselho?

E Jamie?

Terá sido condenado por ter amado a mulher sem limites?

Se contar tudo não tem graça!

Comprem ou Aluguem o livro e leiam-no...



Artigo Relacionado:

- Frágil

segunda-feira, 5 de julho de 2010

FRÁGIL - Jodi Picoult

Sinopse

Willow, a linda, muito desejada e adorada filha de Charlotte O'Keefe, nasceu com osteogénese imperfeita - uma forma grave de fragilidade óssea. Se escorregar e cair pode partir as duas pernas, e passar seis meses enfiada num colete de gesso. Depois de vários anos a tratar de Willow, a família enfrenta graves problemas financeiros. É então que é sugerida a Charlotte uma solução. Ela pode processar a obstetra por negligência - por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar. A indemnização poderia assegurar o futuro de Willow. Mas isso implica que Charlotte tem de processar a sua melhor amiga. E declarar perante o tribunal que preferia que Willow não tivesse nascido.

Opinião:

Esta sem dúvida é uma das minhas escritoras preferidas!

Sigo o seu trajecto literário há já algum tempo e não estou arrependida.

Autora de 17 Romances, todos bestesellers, centra a sua escrita nas relações humanas, bem como nas questões éticas e socialmente polémicas.

"Frágil" não foge á regra!

Nesta narrativa a escritora foca um tema sensível que muita gente desconhece, Osteogénese Imperfeita ou a chamada "Doença dos ossos de vidro ou ossos de cristal".

Quem padece desta doença é Willow, a filha tão desejada de Charlotte e Sean.

Após o seu nascimento foi com muito sofrimento que viram múltiplas fracturas num corpo tão pequeno. Conformados com o seu destino, amaram a filha da mesma forma, independentemente de sabrem das suas incapacidades devido à sua doença.

Mas com o passar do tempo, Charlotte vê a filha condenada a uma vida de dor, incapacidade, dependência e atravessando enormes dificuldades para fazer frente às despesas mensais dos gastos médicos.

Como em todas as obras desta escritora, existe um processo judicial, desta vez por Negligência Médica no Diagnóstico Pré-Natal.

É isso que acontece á obstetra e grande amiga de Charlotte, é processada por não ter diagnosticado a doença de Willow na fase inicial. Apesar da amizade, Charlotte não perde a oportunidade de proporcionar á filha todos os cuidados que precisa sem problemas, com o dinheiro que poderia vir a ganhar da indemnização.

Esta narrativa faz reflectir sobre o modo de vida de aqueles que sofrem de uma condição de vida "diferente". O que sabemos nós perante a vida de uma mãe que tem um filho com condições especiais?

O que é certo, é que todos os indícios apontavam para a "vitória" de Charlotte neste processo e foi mesmo isso que aconteceu, a sua família iria receber 8 milhões de dólares para os tratamentos de Willow!

Mas como leitora, nunca pensei num desfecho tão inesperado e tão triste...

Willow morre afogada em gelo e lama.

Nenhuns 8 milhões de dólares voltarão a dar vida á pobre Willow depois de tudo o que sofreu, será que valeu a pena todo este processo?





Para Comprar ou Alugar.