quarta-feira, 25 de agosto de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A CORAGEM DE UMA MÃE - Marie-Laure Picat

Sinopse

A luta de uma mãe que, condenada a uma morte anunciada, tenta encontrar uma família de acolhimento que possa receber e proteger os seus quatro filhos. A sua história e personalidade transtornaram a França.

Como viver o fim da vida, quando não se atingiu ainda os 40 anos e se é mãe de família? No último Outono, Marie-Laure Picat toma conhecimento que padece de um cancro maligno fulminante. O seu primeiro pensamento dirige-se aos seus filhos: o que lhes acontecerá após a sua morte? Decidida a assumir o papel de mãe até ao fim, escolhe ela própria uma família de acolhimento, estando disposta a enfrentar todos os obstáculos: não, não lhe compete a ela decidir o futuro dos seus filhos, mas sim ao juiz, após a sua morte. Não, nada garante que a Julie, o Thibault, o Mathieu e a Margot serão criados juntos. Não, não irão viver no local em que cresceram.

Indignada com a injustiça da situação, Marie-Laure contacta os meios de comunicação social. É então que se cria um extraordinário movimento de solidariedade, com a imprensa a passar a mensagem: a coragem desta jovem mãe comove o país, o que lhe proporcionará um apoio inesperado.

Foi para deixar uma mensagem que Marie-Laure quis escrever este testemunho, em primeiro lugar para os seus filhos, mas também para mostrar que é necessário dissolver a teia burocrática imposta às famílias decompostas. Para que a sua luta não morra com ela.

Opinião

Já li algumas histórias inéditas, mas nenhuma me sensibilizou tanto quanto esta, que é descrita neste pequeno e grande livro.

Pequeno por somente conter 198 páginas, mas grande pela mensagem e pelas lições que nos dá, através de um testemunho tão notável que Marie-Laure Picat nos deixou após ter sido vitima de um cancro maligno fulminante.

Deixou a nós, a todos aqueles que passam por uma situação semelhante á sua e principalmente aos filhos que tanto amava, por forma a conhecerem-na melhor e compreenderem o objectivo da sua luta.

Uma luta como ela disse “estúpida”, contra uma burocracia cheia de regras, leis e formalidades administrativas, para assegurar o futuro dos seus filhos.

“ Encontrara-lhes um novo lar e certificara-me de que não seriam separados, que cresciam junto de pessoas fantásticas, no meio envolvente em que sempre haviam vivido. “

O amor maternal, a personalidade, o humor e a coragem de Marie-Laure, não me deixou indiferente e não queria, tal como ela disse, que a sua morte fosse em vão, por isso aconselho a todos a leitura desta história.

Em sua memória deixo este pequeno filme.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

PELO MUNDO FORA - Julia Glass

Sinopse

Pelo Mundo Fora é um romance humano, vívido, de esperança e perda, loucura e perdão, que revela os mecanismos subtis subjacentes às nossas mais importantes, e por vezes mais frágeis, relações com os outros.

Greenie Duquette distribui a sua energia apaixonada entre a padaria que possui em Greenwich Village e o filho de quatro anos, George. O marido, Alan, parece estar afundado numa depressão da meia-idade enquanto Walter, o seu colega de profissão mais chegado, sofre de um desgosto de amor. É exactamente no restaurante de Walter que o governador do Novo México, que está de visita, prova o bolo de coco de Greenie e decide persuadi-la a sair da cidade para ser sua chef. Por razões que vão da ambição ao desespero, ela aceita - e mete-se a caminho para oeste, sem o marido. Esta decisão impulsiva, assim como vários acontecimentos fora do seu controlo, vão mudar o curso da vida de algumas pessoas em redor de Greenie.

 
Opinião
 
Este livro foi uma oferta da Civilização Editora, que tanto agradeço em nome do Prazer da Leitura, pelo apoio dado.

O facto de saber a opinião dos leitores sobre o seu último lançamento “ Três Verões “, aumentou a interesse na leitura deste livro.

Já tinha ouvido falar desta escritora, mas nunca tive a oportunidade de ler nenhuma das suas obras e talvez por isso foi inicialmente difícil me “ habituar “ á narrativa.

As passagens constantes entre o presente e o passado, e um vasto leque de personagens, fazem com a leitura deste livro tenha de ser lenta, para uma boa compreensão da mensagem que ela nos transmite.

De todas as personagens desta história, as que mais me marcaram e para mim as mais importantes, são Greenie e Alan. Um casal aparentemente feliz, até Greenie ter recebido um convite para ser chef do governador do Novo México.

Fiquei impressionada com a personalidade que Julia Glass deu a Greenie. Uma mulher determinada, talentosa, bondosa, liberal e boa mãe.

E foi essa determinação que levou Greenie a aceitar o cargo e seguir rumo ao Novo México juntamente com o filho, convicta de que estava a fazer o melhor pela família ao ter a possibilidade de ter uma capacidade financeira melhor.

“ - Isto não caiu no meu colo sem razão. “

Deixando o seu marido com “ o ego ferido de ganha-pão “ para traz.

A distância entre os dois fez despontar vários sentimentos…

“ enganar, mentir e magoar(…)” com o aparecimentos de amores antigos de liceu.

“ Como é que os desejos de ambos dos tempos do liceu os tinham apanhado, puxado por trás, os tinha agitado e depois afastado um do outro ? “

Para mim a mensagem deste livro centra-se no valor de uma relação, do significado da palavra romance e da importância de um casamento.

“(…)um bolo é como um bom casamento: por fora, parece vulgar, por vezes sem nada que o distinga, mas, cortando-se e provando-se, sabe-se que não é nada disso. É resultado sublime de uma longa e paciente experiência, uma confecção cujo sucesso depende de um entendimento profundo de compatibilidades e gostos; (…)”

Não vos vou contar o que aconteceu a Greenie e Alan, para isso

Comprem ou aluguem o livro e leiam-no…

Só vos posso dizer:

“ Um casamento que sobrevivesse a um caso extraconjugal, (…), era como um bela chávena de porcelana cuja pega tivesse partido. Podia-se voltar a colar, mas ver-se-ia sempre onde tinha partido, e nunca se teria a completa confiança de que, ao segurá-la, ela não viesse a partir-se de novo exactamente no mesmo sítio. “

e que

“ (…) os pássaros voam pelo mundo fora mas, aconteça o que acontecer, encontram sempre o caminho para casa. “

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DESCULPA, MAS VOU CHAMAR-TE AMOR - Federico Moccia

Sinopse

Niki é uma rapariga linda, extrovertida, inteligente e simpática. Tem 17 anos, e tanto ela como as suas amigas estão no último ano do secundário. O seu dia-a-dia é pautado por desfiles, festas e raves, entre outras diversões. Alex é um «rapaz» com quase 37 e acabou há pouco tempo uma relação de longa data. Tem três grandes amigos, Enrico, Flávio e Pietro, que são casados. Alex ocupa um cargo importante na área da publicidade, mas um jovem oportunista contratado recentemente pela sua empresa põe em risco o seu emprego. Certa manhã, Niki e Alex têm um encontro, ou melhor, um desencontro - um desencontro que vai mudar tudo. Esta linda história de amor reflecte a vontade de reencontrar a liberdade e o desejo de nutrir sentimentos verdadeiros, de amar sem regras nem porquês. Retrata o quotidiano, mas também o sonho, a fuga mais bela, mais louca, mais inesperada: uma fuga de amor.

E, depois, aquele farol…

Enfim, é um mergulho onde o mar é mais azul!

Opinião

A capa, a sinopse, o tema, tudo me chamou à atenção neste livro.

Por isso não perdi tempo e fui a correr compra-lo.

Adorei!!!

Através de uma escrita simples, cativante e muito divertida, Federico Moccia conta-nos a história de amor de Niki e Alex.

Uma história de amor intensa e ligada a um tema ainda polémico na nossa sociedade.

Eu aconselho vivamente este livro, porque este romance não deixa ninguém indiferente.

Primeiro Capítulo

Comprem ou aluguem o livro e leiam-no…

segunda-feira, 2 de agosto de 2010