terça-feira, 5 de julho de 2011

ESTARÁS SEMPRE COMIGO – Anna McPartlin

Sinopse

Emma tem vinte e seis anos - bonita, inteligente, feliz e vive com o namorado de infância, John, num agradável apartamento em Dublin. O seu maior problema é a mãe não parar de insistir para que se casem já. Emma e John sentem-se o casal perfeito, com um futuro cheio de possibilidades. Mas, de repente, John morre num terrível acidente, e Emma mergulha no desespero. Amava-o mais do que à própria vida - e agora a morte tirou-lho.

À medida que emerge da dor, Emma tem de encontrar uma nova forma de viver, e os amigos leais unem-se para tentar ajudar. Clodagh, amiga de sempre de Emma, com quem ela partilhou tudo, desde bolos de lama a namoros desastrosos. Anne e Richard, mais ou menos bem casados e a debaterem uma mudança para o campo. O irmão de Emma, Noel, o jovem padre católico que vê a sua própria fé testada enquanto tenta confortar Emma. Seán, o belo mau rapaz das mil e uma namoradas, desconfortavelmente ciente da sua crescente ligação a Emma.

De forma espirituosa, mordaz e, às vezes simplesmente chocante, Emma documenta as histórias dos amigos e a sua própria recuperação da dor com uma franqueza que envolve o leitor desde a primeira página.

Opinião

Este livro era extremamente desejado, e foi com alguma sorte, que o ganhei numa das muitas iniciativas que a Quinta Essência realizou para os seus leitores.

Á Quinta Essência, um muito obrigada!!

Nunca tinha lido um livro que em tão poucas páginas, expressasse tantas emoções. A fazer esta opinião á flor da pele, é impossível nomear todas elas, mas posso dizer que com ele chorei, sofri, ri e sonhei.

O tema por ele explorado é para mim demasiado familiar, por isso foi de uma forma completamente incondicional que acabei por tanto me identificar com esta.

“A dor torna-nos quem somos, ensina-nos e doma-nos, pode destruir e pode salvar.”

Por ter esta vertente tão particular, acompanhei de perto a Emma num caminho que tanto me foi comum e desejei alcançar o maravilhoso desfecho da sua história. Um desfecho surpreendente que me deixou á beira das lágrimas. Porque, para além do contacto com uma realidade tão dura que é a morte, temos o prazer de presenciar o milagre da vida.

Achei fantástico, como esta autora nos apresenta um tema tão sensível, de forma tão profunda, mas igualmente divertida. É notório o positivismo transmitido, que reflecte sem dúvida a atitude que esta autora teve de adoptar perante a sua própria experiencia, para conseguir alcançar a “capacidade de sobrevivência necessária para superar os desgostos da vida.”

Perante uma história tão brilhante, custa-me referir pormenores mais técnicos, pois são neste caso totalmente secundários. Mesmo assim, abstraindo-me do transe que me encontrei no decorrer desta leitura, posso indicar que a escrita é fluida e que a estrutura desta obra está muito bem organizada.

Recomendo vivamente!!

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